(n) Noite

neste lugar, percorro o abecedário dos prazeres, das paixões e das coisas simples

Posted by Filipe Gomes at 18:10 3 comments
Posted by Filipe Gomes at 00:12 1 comments
Monsenhor Quixote é um livro de Graham Green, que classifico de absolutamente fascinante. Esta classificação é obviamente subjectiva porque resulta da minha avaliação pessoal, do meu gosto, mas a verdade é que gostamos de partilhar com os outros aquilo que também nos deu e dá mais prazer.Posted by Filipe Gomes at 17:18 2 comments
Os livros contam-se entre os meus melhores amigos - estão sempre disponíveis, ensinam-me o mundo, contam-me segredos, alargam-me os sonhos, mostram-me os outros, falam no silêncio, levam-me onde nunca estive, deixam-me partir sem perguntar porquê. A estima que lhes tenho é tão só a única forma de retribuir o tanto que me dão. Tivesse-me Deus dado o talento e o dom, e eu mesmo os faria nascer. Como filhos que se amam. Assim tonho-os apenas por amigos, o que já não é nada pouco.Posted by Filipe Gomes at 05:40 0 comments

(...) Sou português, pequeno burguês de origem, filho de professores primários, artista de variedades, compositor popular, aprendiz de feiticeiro, faltam-me dentes. Sou o Zé Mário Branco, 37 anos, do Porto, muito mais vivo que morto, contai com isto de mim para cantar e para o resto.
(FMI)
Posted by Filipe Gomes at 17:09 0 comments
Posted by Filipe Gomes at 00:27 1 comments

Estava-se nos primeiros anos após a revolução de Abril e Zeca Afonso cantava assim:
Os Índios da Meia-Praia (José Afonso)
Aldeia da Meia-Praia
Ali mesmo ao pé de Lagos
Vou fazer-te uma cantiga
Da melhor que sei e faço
De Monte-Gordo vieram
Alguns por seu próprio pé
Um chegou de bicicleta
Outro foi de marcha a ré
Quando os teus olhos tropeçam
No voo duma gaivota
Em vez de peixe vê peças
De ouro caindo na lota
Quem aqui vier morar
Não traga mesa nem cama
Com sete palmos de terra
Se constrói uma cabana
Tu trabalhas todo o ano
Na lota deixam-te mudo
Chupam-te até ao tutano
Chupam-te o couro cab'ludo
Quem dera que a gente tenha
De Agostinho a valentia
Para alimentar a sanha
De esganar a burguesia
Adeus disse a Monte-Gordo
(Nada o prende ao mal passado
)Mas nada o prende ao presente
Se só ele é o enganado
Oito mil horas contadas
Laboraram a preceito
Até que veio o primeiro
Documento autenticado
Eram mulheres e crianças
Cada um c'o seu tijolo
"Isto aqui era uma orquestra"
Quem diz o contrário é tolo
E se a má lingua não cessa
Eu daqui vivo não saia
Pois nada apaga a nobreza
Dos índios da Meia-Praia
Foi sempre a tua figura
Tubarão de mil aparas
Deixar tudo à dependura
Quando na presa reparas
Das eleições acabadas
Do resultado previsto
Saiu o que tendes visto
Muitas obras embargadas
Mas não por vontade própria
Porque a luta continua
Pois é dele a sua história
E o povo saiu à rua
Mandadores de alta finança
Fazem tudo andar pra trás
Dizem que o mundo só anda
Tendo à frente um capataz
E toca de papelada
No vaivém dos ministérios
Mas hão-de fugir aos berros
Inda a banda vai na estrada
Eram mulheres e crianças
Cada um c'o seu tijolo
"Isto aqui era uma orquestra"
Quem diz o contrário é tolo
Posted by Filipe Gomes at 17:39 0 comments

Posted by Filipe Gomes at 17:30 0 comments
Posted by Filipe Gomes at 14:21 0 comments

Fado da Outra Margem
letra e música: F. Gomes
dum lado o cais
do outro lado a cidade
a noite cai por fim
e os corpos sem vontade
a vida passa e corre
e o medo de perder
faz transformar as almas
sem nada p’ra dizer
dorme-se a sono solto
cala-se a raiva vencida
de mais um dia passado
duma causa perdida
há vidas que são dramas
há horas que são dias
não há loucos nem sãos
só há sombras vazias
ai de mim, sem te ter, sem poder
encontrar-te aqui
seria, como um pobre vagabundo
sem amar-te um segundo
era morrer sem ti
a noite mal dormida
vai dar lugar à alvorada
caminham sonolentos
p'ra mais uma jornada
a cidade não espera
a vida também não
faz-lhe falta o tempo
para parar e dizer não
Posted by Filipe Gomes at 11:37 2 comments
Natal não é a árvore, não é o Pai Natal da Coca-Cola, não são as prendas, não são as luzes. Natal é o desafio de um mundo mais fraterno e solidário, mensagem de amor revelada aos homens pelo Menino e que nem a ausência de fé diminui.
A mudança de atitude começa em nós e revela-se nos outros. Paz na Terra...
Posted by Filipe Gomes at 14:26 0 comments

Posted by Filipe Gomes at 09:48 0 comments
Em tempos o Sport Operário Marinhense teve um grupo coral. Foi para mim uma honra e um privilégio ter feito parte do seu naipe de tenores, uma experiência única e a repetir (em dia e hora a designar). Grande parte da minha modesta formação musical deve-se a essa participação e à superior regência da maestrina Paula Coimbra, a qual desenvolveu na Marinha Grande um trabalho notável, primeiro no Coral SOM e mais tarde no Coral EmCanto.Posted by Filipe Gomes at 11:21 2 comments

Posted by Filipe Gomes at 10:21 1 comments

Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também
Em terras
Em todas as fronteiras
Seja benvindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também
Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também
(José Afonso)
Posted by Filipe Gomes at 22:42 0 comments
Posted by Filipe Gomes at 11:22 2 comments