4.19.2006

(t) Trovante



Memórias de um Beijo

Lembras-me uma marcha de Lisboa
Num desfile singular,
Quem disse
Que há horas e momentos p'ra se amar

Lembras-me uma enchente de maré
Com uma calma matinal
Quem foi quem disse
Que o mar dos olhos também sabe a sal

[refrão]:
As memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever, devagar

Queria viver tudo numa noite
Sem perder a procurar
O tempo, ou espaço
Que é indiferente p'ra poder sonhar

[refrão]

Quem foi que provocou vontade
E atiçou as tempestade
E amarrou o barco ao cais
Quem foi, que matou o desejo
E arrancou o lábio ao beijo
E amainou os vendavais

[refrão]

devagar, devagar


Lembram-se? Que "Saudades do Futuro"...

O Trovante, para além de representar (para mim) uma referência maior na música portuguesa, foi o grupo português que mais vezes vi ao vivo. Recordo um celebre concerto (que o não chegou a ser) no parque de estacionamento do SOM, e que após 10 minutos foi interrompido por causa da chuva que caía sem dó nem piedade. Os moços abrigaram-se no bar (que se encontrava fechado nesse dia, por causa do concerto), e eu tive a sorte de conseguir entrar e chegar à conversa com eles. Guardo o bilhete desse espectáculo devidamente autografado pelos sete magníficos. O concerto seria "reposto" quinze dias depois no Império, e a sala não estava cheia.

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