11.30.2007

(post it) Associativismo

Na segunda-feira à noite fui à assembleia geral da ADESER II, uma IPSS que entre outras valências é responsável pelo Centro de Acolhimento Temporário da Marinha Grande, casa que acolhe crianças enviadas pela Segurança Social ou pelos Tribunais, em situações complicadíssimas de risco. Estávamos onze pessoas das quais, seis pertenciam aos órgãos sociais.
Ontem à noite fui à assembleia geral do Sport Operário Marinhense, uma das mais importantes agremiações culturais da Marinha, (senão a mais importante), e uma referência na luta contra o antigo regime. Estávamos catorze pessoas das quais, seis ou sete pertenciam aos órgãos sociais. Por vontade expressa da maioria do sócios presentes, a assembleia acabou por não se realizar tendo sido adiada.
Sintomático numa cidade com uma grande tradição associativa.
É por isso que em dia de inauguração da XVIII Feira de Artesanato e Gastronomia, numa organização da Associação Social, Cultural e Desportiva de Casal Galego, uma IPSS que desenvolve um excelente trabalho, tenho de saudar centenas de pessoas que se envolvem de forma generosa na organização desta iniciativa. Este é o reverso da medalha e é esse que eu prefiro valorizar pelo seu bom exemplo. Parabéns e um abraço ao meu amigo Valério Silva, actual presidente da direcção.

2 comentários:

zé lérias disse...

Viva!
Bem aparecido seja.
Música da boa, de gente infelizmente quase desconhecida. Por culpa de quem?

Quanto ao vigor do associativismo local, estamos falados.
Trabalhar em prol da cultura é muito difícil sem apoio das pessoas, e mais ainda quando esse trabalho não tem o incentivo nem o respaldo de entidades ditas responsáveis.
Somos uma população um tanto ou quanto egoísta, invejosa e hedonista, mas não só por culpa própria.
A continuarmos assim, cada vez nos enterramos mais neste marasmo, que apesar de honrosas excepções, ao nível da verdadeira cultura, vai de mal a pior.
Existem concelhos por esse país fora, com a dimensão do nosso, cujas Câmaras agarraram a cultura (séria) para promover o bem estar e nível cultural das suas populações.
Aqui, à parte um ou outro acontecimento desgarrado, tudo continua pior que antes.
Nem sequer temos uma casa de espectáculos municipal digna desse nome...
Dou um exemplo que conheço:
Na Figueira da Foz, para além do casino e Centro de Artes, não existiam salas condignas destinadas exclusivamente à projecção de todos os tipos de filmes.
Pois bem, um dia a Câmara Municipal recebeu um pedido de autorização para a construção de uma grande superfície comercial.
Respondeu aos interessados que sim senhor, desde que cumprissem com determinadas exigências. Entre essas exigências estava a disponibilidade de alguns estúdios destinados à projecção de filmes, com o equipamento mais moderno de projecção bem como comodidade para os utentes. Essas pequenas salas abrem diariamente com os filmes mais diversos. E têm sempre clientes.

Já vou terminar, para não chatear mais;)

Um abração, Filipe.
Saudações aos seus.

zé lérias disse...

Os mesmos votos que faço para os meus familiares são os mesmos que lhe faço a si, seus familiares, e a todas as pessoas boas do mundo.

BOM NATAL! e ANO-NOVO FELIZ!