4.22.2008
4.08.2008
(playlist) Dia da Tentação
Parabéns à sogra que hoje faz anos. Esta é-lhe dedicada.
Posted by Filipe Gomes at 22:43 0 comments
3.26.2008
3.21.2008
(playlist) Bobby McFerrin - Ave Maria (Bach)
Votos de uma boa Páscoa para todos, em especial para os que comigo partilham estes pequenos momentos virtuais. É para mim um privilégio recebê-los neste lugar, sem dia nem hora marcada. Assim se acolhem os amigos.
Permitam-me apenas uma nota de alguém que crê em Cristo ressuscitado. Que saibamos descobrir no exemplo desse Cristo, a verdadeira dimensão da nossa existência e o verdadeiro sentido da vida. Refiro-me ao exemplo, tão somente e apenas, circunscrito à sua dimensão humana e histórica, guardando para mim (e para quem quiser) a divina e transcendente. Uma vez mais boa Páscoa.
Posted by Filipe Gomes at 17:20 0 comments
3.19.2008
(post it) Dia do Pai
Um beijo Pai. Tenho saudades tuas.
Posted by Filipe Gomes at 22:12 1 comments
3.17.2008
(c) Chuva
Posted by Filipe Gomes at 21:56 2 comments
2.20.2008
(b) Berlindes
Chamo-me Filipe e tenho oito anos. Gosto de jogar ao berlinde. Gosto de jogar às barrocas e ao triângulo, não importa. Se calhar gosto mais de jogar às barrocas. A mãe fez um saquinho de pano para eu guardar os meus preciosos berlindes. É assim que os levo para a escola. O João diz que eles não valem nada, mas para mim valem muito, até porque me divertem. Eu sei que ele diz isso porque quer ficar com eles, como daquela vez em que me convenceu a trocar um carrinho por um pedra polida que dizia ser preciosa. Nessa já não caiu! O que é que eu tenho, deixa cá ver? Tenho pidolas, pirolitos, contra-mundos, esferas e uma leiteira. No total tenho 47 berlindes. Já tive mais mas perdi alguns na escola a jogar contra os outros meninos. Eu gosto mesmo de jogar é com o primo Luís porque ganho-lhe sempre. Quase sempre. Os que eu gosto mais são os contra-mundos, são grandes, de vidro e têm muitas cores. Talvez seja por eu ser da Marinha que é a terra do vidro. Fazem-me sempre lembrar aquela visita de estudo que fizemos à Fabrica Escola onde vi os senhores vidreiros a soprarem o vidro e a fazerem jarras, jarros, taças e muitas outras coisas. Estava lá muito calor. Eu também soprei mas aquilo era muito difícil. Onde é que eu ia? Já sei, nos berlindes, os meus amigos berlindes. Como eu gostava de jogar ao berlinde.Posted by Filipe Gomes at 22:47 2 comments
2.09.2008
(playlist) Cantiga de Amor
Posted by Filipe Gomes at 22:27 0 comments
12.30.2007
(a) Ano Velho
Uma coisa é certa, tenho fé nos dias que se seguem. Venha de lá o Ano Novo que o velho já repousa no albúm das fotografias. Mas estou grato por tê-lo vivido.
Adeus ó Serra da Lapa (Zeca Afonso)
Adeus ó serra da Lapa
Adeus que te vou deixar
Ó minha terra ó minha enxada
Não faço gosto em voltar
Companheiros de aventura
Vinde comigo viajar
A noite é negra a vida é dura
Não faço gosto em voltar
Dou-te o meu lenço bordado
Quando de ti me apartar
Eu quero ir ao outro lado
Não faço gosto em voltar
O meu dinheiro contado
É para quem me levar
O meu caminho está traçado
Não faço gosto em voltar
Moirar a terra insegura?
Fugir da serra e do mar?
Meus companheiros de aventura
Tudo farei para salvar
Posted by Filipe Gomes at 10:05 2 comments
11.30.2007
(x) Xaile
Posted by Filipe Gomes at 22:34 2 comments
(post it) Associativismo
Posted by Filipe Gomes at 22:03 2 comments
10.08.2007
(z) zzaJ (oirártnoc oa rel)
Posted by Filipe Gomes at 22:08 2 comments
9.29.2007
(x) Xutos & Pontapés
Posted by Filipe Gomes at 10:14 1 comments
9.18.2007
(post it) Começaram as Aulas
Posted by Filipe Gomes at 08:17 2 comments
(v) Vanessa da Mata
Sem grande delongas, o melhor é mesmo ouvir Vanessa da Mata, aqui num casamento feliz com Ben Harper. Nada melhor para começar o dia do que ouvir aquilo que gostamos. Muito bom mesmo...
Posted by Filipe Gomes at 08:15 0 comments
9.03.2007
(u) URSA MAIOR ursa menor
Posted by Filipe Gomes at 21:49 1 comments
7.21.2007
(t) tempo (horas, minutos, segundos, a eternidade)
(escrito ao sabor de "Encosta-te a Mim")
.
É bom ter todo o tempo, fazer uso do gozo que nos dá, estar com todos, contigo. Deperdiçar um só segundo é deixar morrer a frágil pétala duma flor que não dura mais do que um ínfimo lapso do tempo que nos sobra. Mas a culpa também é da idade, a idade baralha-nos o tempo. Lembras-te quando ele teimava em não passar e a ansia de ser crescido corria mais veloz? Lembras-te quando o desperdiçavas porque era coisa que não te faltava? Agora corres tu atrás dele porque começas a perceber que é um bem precioso. Tarde de mais? Espero que não pois apenas tenho a certeza de que não o quero perder.
Um dia destes jantei com uns amigos da "velha guarda". Lembrámos tempos passados e partilhámos recordações e memórias. São as quarenta primaveras a amolecerem-me a arrogância. "Lesbras-te daquela canção que falava de nós, dos amigos?" perguntou-me o Jorge. "Lembro-me dela muitas vezes, «estátuas com alma de marfim»".
De forma particular para o Jorge e para todos os amigos que amamos,
(letra e música de Filipe Gomes)
Os ponteiros marcam sem se importar
O tempo que teima em fugir
Ficava aqui para sempre contigo sem sentir
O frio, a chuva, os tormentos, o medo
Como barco que encontrou um cais
Fugir contigo nas asas do sonho
E não voltar mais
E amanhã, outro dia como o de hoje virá
Só não sei se ainda estarei, se parti, eu sei lá
Esquecer faz parte da vida
O que é bom vai-se com o vento
E fica um retrato manchado pelas nódoas do tempo
E ela insiste
A lágrima teima em cair, como gota
De orvalho da manhã, que sorvo em tua boca
(refrão)
Isto são coisas d’amizade
Dias de glória sem ter fim
Os homens morrem, as pedras não
Estátuas com alma de marfim
Isto são coisas d’amizade…
Posted by Filipe Gomes at 18:38 3 comments
6.05.2007
(s) simplesmente...
Posted by Filipe Gomes at 00:15 1 comments
4.25.2007
Liberdade
.
LIBERDADE
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada.
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por Dom Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca....
Fernando Pessoa
Às vezes tenho a sensação de não viver no tempo certo, ansiar pela Liberdade parece um parodoxo depois de Abril. O ar que hoje respiramos não é o mesmo, apesar da facilidade com que o fazemos. Nem damos conta. A Liberdade porém, nunca será uma tarefa acabada. Talvez por isso eu sinta esta inquietação.
Posted by Filipe Gomes at 19:08 1 comments
4.23.2007
Dia Mundial do Livro
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Posted by Filipe Gomes at 13:46 1 comments
3.24.2007
(s) Sporting
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Posted by Filipe Gomes at 17:02 2 comments
3.07.2007
(r) Ricardo Reis

Cada Coisa
Cada coisa a seu tempo tem seu tempo.
Não florescem no inverno os arvoredos,
Nem pela primavera
Têm branco frio os campos.
À noite, que entra, não pertence, Lídia,
O mesmo ardor que o dia nos pedia.
Com mais sossego amemos
A nossa incerta vida.
À lareira, cansados não da obra
Mas porque a hora é a hora dos cansaços,
Não puxemos a voz
Acima de um segredo,
E casuais, interrompidas, sejam
Nossas palavras de reminiscência
(Não para mais nos serve
A negra ida do Sol)
Pouco a pouco o passado recordemos
E as histórias contadas no passado
Agora duas vezes
Histórias, que nos falem
Das flores que na nossa infância ida
Com outra consciência nós colhíamos
E sob uma outra espécie
De olhar lançado ao mundo.
E assim, Lídia, à lareira, como estando,
Deuses lares, ali na eternidade,
Como quem compõe roupas
O outrora compúnhamos
Nesse desassossego que o descanso
Nos traz às vidas quando só pensamos
Naquilo que já fomos,
E há só noite lá fora.
Posted by Filipe Gomes at 23:15 1 comments
2.28.2007
2.22.2007
20 Anos Depois (23/02/1987)

Amanhã passam vinte anos sobre a morte de José Afonso. A RTP, serviço público de televisão, associa-se à homenagem e transmite esta madruga um debate sobre a sua vida e obra e o seu último concerto (no Coliseu), respectivamente às 00:35 horas e 01:25 horas. Em horário nobre a RTP transmite o concurso "Um Contra Todos" e a telenovela "Paixões Proibidas". O Zeca, um Grande Português, merecia bem mais! Em vinte anos mudou muita coisa, mas muito mais há a mudar, sobretudo no que à pequenez e à subserviência diz respeito. E tudo isto num tempo em que se puxa o lustre ao regime de Salazar e se apresenta o tirano ditador como um herói nacional. Continuamos por isso a ser um povo pequenino, com alguns Homens Grandes. Zeca Afonso é seguramente um deles. Viva o Zeca!
Posted by Filipe Gomes at 19:28 3 comments
2.16.2007
p (parênteses)
(nota: só agora me apercebi que pela primeira vez uma música minha fica ao alcance de quem a quiser ouvir; a internet é um mundo maravilhoso e assustador)
Senhora dos Navegantes
(letra e música Filipe Gomes)
a morte vestiu de negro
a saudade trajou também
caminharam pela areia branca
sem encontrarem ninguém
fizeram-se ao mar manso e calmo
dentes aguçados e garras
levantou-se o vento mais forte e a tempestade
tragou expedições, amaldiçoadas
ó Senhora dos Navegantes
dái-lhes vento de feição
proteje-os da peste e do medo
dos fantasmas da maldição
vão levar em nome de Deus
uma cruzada de remissão
com os olhos rasos de água
e as bocas a soluçar
juntam-se os gemidos e o pranto
orações para os velar
e os seus corpos mensageiros
jazem agora no mar
Posted by Filipe Gomes at 23:35 2 comments
2.08.2007
(p) Professor(es)
Posted by Filipe Gomes at 09:43 0 comments
1.29.2007
(o) Outras Músicas
E já agora, ajablog
Posted by Filipe Gomes at 23:24 2 comments
1.23.2007
(o) Outra Vida
Posted by Filipe Gomes at 18:40 0 comments
1.11.2007
(n) Natal dos Simples
NATAL DOS SIMPLES (Zeca Afonso)
Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras
Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas
Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte
Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra
Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza
Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura
Posted by Filipe Gomes at 07:29 2 comments
1.05.2007
(m) Marinhoto

Repito a letra "m" para saudar um amigo que comigo tem partilhado este espaço. É justo que o faça no dia em que o seu ano dobra e as "33" velas serão sopradas, presumo eu, por avô e neta.
de Alberto Caeiro,
Sou um guardador de rebanhos
Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar numa flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei da verdade e sou feliz.
Posted by Filipe Gomes at 19:33 1 comments




